A Ditadura Militar (1964–1985) foi o período em que as Forças Armadas governaram o Brasil após a deposição do presidente João Goulart. O regime durou 21 anos e foi marcado pelo autoritarismo, censura, desenvolvimento econômico acelerado e repressão política.
Para facilitar seus estudos, dividi o resumo em fases e pontos principais:
O regime não seguiu a Constituição de 1946. Em vez disso, governou através de Atos Institucionais, que eram decretos que davam poderes absolutos aos militares.
AI-1: Cassou mandatos e suspendeu direitos políticos.
AI-2: Extinguiu os partidos políticos, criando o Bipartidarismo:
ARENA: Apoio ao governo.
MDB: Oposição permitida (e controlada).
AI-5 (1968): O mais severo. Deu ao presidente o poder de fechar o Congresso, suspender o habeas corpus para crimes políticos e institucionalizar a censura e a tortura.
Durante o governo do General Médici, o Brasil viveu um crescimento do PIB de até 10% ao ano.
Obras Faraônicas: Construção da Ponte Rio-Niterói, da Transamazônica e da Usina de Itaipu.
O Lado B: O crescimento foi baseado em empréstimos externos (aumentando a dívida) e arrocho salarial (os ricos ficaram mais ricos e os pobres, mais pobres). O ministro da economia, Delfim Netto, dizia que era preciso "fazer o bolo crescer para depois dividir".
A ditadura perseguiu qualquer um considerado "subversivo" (estudantes, artistas, jornalistas, sindicatos).
Aparelhos de Repressão: Criação do DOI-CODI e do OBAN para interrogatórios. Casos como o do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho tornaram-se símbolos da violência do Estado.
Luta Armada: Grupos de esquerda (como a ALN e o MR-8) partiram para o combate direto, assaltos a bancos e sequestros de embaixadores para tentar derrubar o regime.
Com a crise do petróleo e o desgaste político, os generais Ernesto Geisel e João Figueiredo iniciaram uma abertura "lenta, gradual e segura".
Lei da Anistia (1979): Permitiu o retorno de exilados políticos, mas também perdoou os militares que cometeram tortura.
Diretas Já (1984): Um movimento popular gigantesco que exigia o voto direto para presidente. Embora a emenda tenha sido rejeitada no Congresso, a pressão popular tornou a ditadura insustentável.
Em 1985, o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves (civil), derrotando Paulo Maluf (apoiado pelos militares). Tancredo adoeceu e morreu antes de tomar posse, e seu vice, José Sarney, assumiu o cargo, encerrando oficialmente o período militar.
Castelo Branco (64-67): Organização do regime.
Costa e Silva (67-69): Início do endurecimento (AI-5).
Médici (69-74): Auge da repressão e do Milagre Econômico.
Geisel (74-79): Início da abertura e crise econômica.
Figueiredo (79-85): Anistia e transição para o governo civil.