A Crise de 1929, também conhecida como a Grande Depressão, foi a maior quebra econômica da história do capitalismo no século XX. Ela marcou o fim da euforia dos "Anos Loucos" e provou que o mercado não se autorregulava tão perfeitamente quanto se pensava.
Aqui está o resumo dos pontos principais:
Após a 1ª Guerra Mundial, os EUA tornaram-se os "credores do mundo". A economia ia de vento em popa, mas três fatores criaram uma bomba relógio:
Superprodução: As fábricas e fazendas produziam mercadorias demais, mas a Europa (recuperada) parou de comprar tanto e os salários dos trabalhadores americanos não subiam na mesma velocidade. Sobrou produto e faltou comprador.
Especulação Financeira: Muita gente comprava ações na Bolsa de Valores de Nova York acreditando que elas subiriam para sempre, muitas vezes usando dinheiro emprestado de bancos.
Liberalismo Econômico: O governo não fiscalizava as empresas nem os bancos, acreditando que a economia se ajustaria sozinha.
No dia 24 de outubro de 1929, o pânico tomou conta. Com o excesso de mercadorias paradas, as empresas começaram a valer menos. Todos tentaram vender suas ações ao mesmo tempo, mas não havia compradores.
Resultado: O valor das ações despencou. Milionários ficaram pobres da noite para o dia, bancos faliram e as economias de milhões de pessoas desapareceram.
Como os EUA eram o centro econômico do mundo, a crise se espalhou como um vírus:
Desemprego em Massa: Nos EUA, o desemprego chegou a 25%. Famílias foram morar em favelas de papelão chamadas "Hoovervilles".
Quebra do Comércio Mundial: Países que exportavam matérias-primas (como o Brasil com o café) sofreram golpes duríssimos porque ninguém mais tinha dinheiro para comprar.
Ascensão do Totalitarismo: A miséria gerada pela crise ajudou a fortalecer regimes como o Nazismo na Alemanha e o Fascismo na Itália, que prometiam ordem e emprego.
Em 1933, o presidente Franklin Roosevelt assumiu o poder e implantou o New Deal (Novo Acordo), baseado nas ideias do economista John Maynard Keynes. As medidas incluíam:
Investimento pesado em obras públicas para gerar empregos.
Criação do seguro-desemprego e leis trabalhistas.
Controle rígido do governo sobre bancos e a produção agrícola.
Para nós, a crise foi o "empurrão" que faltava para o fim da República Velha. Com a queda drástica nas exportações de café, a elite agrária perdeu poder político, abrindo caminho para a Revolução de 1930 e a subida de Getúlio Vargas ao poder.