O Imperialismo (também chamado de Neocolonialismo) foi um processo de expansão territorial, política e econômica das potências europeias (além de EUA e Japão) sobre os continentes africano e asiático entre o final do século XIX e o início do XX.
Diferente da colonização das Américas no século XVI, o Imperialismo foi movido pelas necessidades da Segunda Revolução Industrial.
As potências industriais precisavam de quatro coisas fundamentais para manter suas economias crescendo:
Busca por matérias-primas: Ferro, carvão, petróleo, cobre e borracha.
Mercado consumidor: Escoar o excesso de produtos fabricados na Europa.
Investimento de capital: Aplicar o excedente de riqueza em ferrovias e minas fora da Europa para lucrar mais.
Válvula de escape demográfica: Enviar o excesso de população europeia para as colônias, aliviando tensões sociais e o desemprego.
Para convencer o mundo de que a exploração era algo positivo, os europeus criaram teorias racistas e pseudocientíficas:
Darwinismo Social: Uma interpretação errônea da teoria de Darwin, afirmando que as nações brancas eram "mais evoluídas" e tinham o dever de "civilizar" os povos "atrasados".
O Fardo do Homem Branco: A ideia de que era uma obrigação moral dos europeus levar a religião cristã, a tecnologia e a educação para a África e Ásia.
As potências europeias se reuniram em Berlim para "dividir o bolo" africano de forma organizada, evitando guerras entre si. O problema é que as fronteiras foram desenhadas a régua, ignorando as divisões étnicas e culturais locais. Isso gerou conflitos internos que duram até hoje.
Exploração Extrema: Populações locais foram submetidas a trabalhos forçados (como o terrível caso do Congo Belga).
Conflitos e Revoltas: Surgiram movimentos de resistência, como a Guerra dos Bôeres (África do Sul), a Revolta dos Cipaios (Índia) e a Guerra dos Boxers (China).
Primeira Guerra Mundial: A disputa por colônias gerou uma rivalidade tão grande entre países como Alemanha, França e Inglaterra que acabou culminando na Grande Guerra em 1914.
O ano é 1885. Na Conferência de Berlim, países da Europa se reúnem para fazer o que ficou conhecido como a Partilha da África. Ou seja, dividir o continente africano em pedaços que seriam oficial e politicamente controlados pelas potências europeias daquele período.
Nessa conferência, o rei Leopoldo 2°, da Bélgica, pleiteou levar uma missão “civilizatória” e “filantrópica” para a região da bacia do rio Congo, no centro do continente africano. O pedido deu certo: o rei passou a ser o detentor pessoal de 2 milhões de quilômetros quadrados no coração da África, uma área maior que o Estado brasileiro do Amazonas.
Leopoldo 2° batizou a região de Estados Livres do Congo e transformou o lugar em sua colônia pessoal. A missão no Congo era chamada de “humanitária”, mas o objetivo real era exploração de matérias-primas valiosas, como borracha, marfim e minérios, que eram levados à Europa.
Neste vídeo, nossa repórter Julia Braun conta como essas riquezas passaram a ser extraídas com o trabalho forçado de milhões de congoleses, que eram tratados com violência e torturados e mutilados caso seu trabalho não trouxesse os resultados desejados.
Fotos de arquivo da época dão a dimensão dessa brutalidade, mostrando congoleses sem mãos ou pés depois de terem sido punidos.